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Como aplicar o Design Thinking em Redes de Franquias?

O design thinking é uma abordagem que estimula a resolução de problemas, por meio de seu reenquadramento, e pode acelerar o protagonismo coletivo dos Franqueados e a inovação na Rede.

Sabemos que os Franqueados aprendem rapidamente uns com os outros, com suas experiências, erros e acertos. Propiciar esse tipo de troca, de compartilhamento de informações e experiências, pode ser uma vantagem competitiva para as marcas. E é por isso que acreditamos que o design thinking também é uma abordagem interessante a ser considerada pelo Franqueador. Confronta pontos de vista, permite avaliar problemas por meio de diversos ângulos e opiniões distintas, libera a energia criativa dos Franqueados, e amplia o senso de pertencimento.

Imagine que antes de lançar um novo produto no mercado, ou antes de realizar uma mudança significativa na Rede, como a transformação digital, a Franqueadora pudesse envolver os Franqueados e avaliar um portfólio de opções, de caminhos. Tudo isso centrada nas necessidades da sua Rede. Ao identificar ideias controversas, ideias interessantes, ideias atraentes, encontra um fluxo para a Inovação. Será preciso fazer perguntas inteligentes para que as equipes cheguem à resoluções originais. E o resultado será a abertura ao diálogo, o que por sua vez gera maior nível de transparência e de confiança, enfatizando o engajamento e o comprometimento. 

O design thinking pode ser utilizado quando o objetivo da Franqueadora é encontrar novas soluções para desafios atuais da Rede, quando se busca entender necessidades dos Franqueados ou dos clientes, criar novos produtos, desenvolver novos serviços ou incentivar novas práticas. Isso é relevante considerando que no Franchising as inovações e soluções mais criativas são bem-sucedidas quando encontram o apoio dos Franqueados.

AS ETAPAS DO DESIGN THINKING SÃO:

    Imersão (entendimento)

    Ideação (criação)

    Prototipação (teste/experimentação)

    Desenvolvimento (aplicação)

O primeiro passo é compreender o problema, contextualizar, identificar os envolvidos, as necessidades, mesmo aquelas mais ocultas, isto é, aquelas que as pessoas não expressam normalmente, aquelas que não são tendenciosas. Encontrar padrões é outra fase do processo de descoberta para profundos insights. Isso pode ser feito por meio de mapas conceituais.

O passo seguinte é a discussão sobre as oportunidades, as resoluções aos problemas, ou o caminho para a inovação. Estabelecer um diálogo sobre os desafios, a estrutura, as soluções específicas identificadas é fundamental para melhor compreensão do processo de inovação, alinhamento, articulação das condições necessárias.

Por fim,  para testar as ideias, os protótipos, uma saída pode ser o MVP (minimum viable product) para testes iniciais, ou seja, uma versão simples do produto, com o mínimo de recursos, humanos e financeiros. E assim, chegamos a uma resolução do problema, ou propostas de novos produtos, de uma maneira muito colaborativa e com rico conjunto de potenciais e competências.

Os Franqueados são envolvidos de tal forma que se tornam o centro da atividade que está sendo proposta. A Franqueadora se beneficia de diversas maneiras, e passa a contar com equipes multidisciplinares de Franqueados atuando a seu favor, que são profissionais que lidam com o cliente na ponta, e estão interessados em contribuir com a inovação e propor alternativas às barreiras do mercado.

Resolver problemas em conjunto é sempre melhor do que atuar sozinho. E o Franchising apresenta muitas vantagens neste aspecto, de tal modo que, por contar com competências e habilidades tão distintas, pode avançar mais rápido e encontrar soluções inovadoras se souber aproveitar-se desse diferencial competitivo. O design thinking apresenta-se como uma tecnologia social que contribui na geração de ideias, valorizando a experimentação, o diálogo e o protagonismo coletivo.

Leonardo Marchi é sócio-diretor de Educação Corporativa.


Marília Saveri é sócia-gestora de Marketing.